A Ilha Terceira
aguarda a sua visita

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O porto onde ancoraram galeões ajoujados com o peso das especiarias do Oriente, do ouro e da prata da América. As ruas rectilíneas de uma cidade que nos leva à atmosfera dos séculos XVII e XVIII. o quadriculado de campos verdes e planos pontilhados pela silhueta branca das vacas leiteiras. As pinceladas de colorido vivo, gritante dos "impérios" por entre o casario branco. Os risos, as piruetas dos rapazes que mostram as suas habilidades na "tourada à corda". As horas tranquilas de uma partida de golfe por entre maciços de criptomérias vindas do Japão. Formas, cores e perfumes do caleidoscópio turístico da ilha Terceira. Onde o presente se junta ao passado para férias completas, entusiasmantes.

Passear, descobrir... e jogar golfe
Terceira não é só história e monumentos. Tem, também, paisagens verdejantes onde apetece passear. Serras que desvendam horizontes de campos floridos, de mar e céu. A curiosa Caldeira de Guilherme Moniz, cratera vulcânica de 15 km de perímetro. As grutas do Algar do Carvão, com paredes de lava e basalto. Um campo de 18 buracos desafia a perícia dos golfistas. O mar, rico em peixe, é um paraíso para os pescadores. Mergulho, "windsurf", vela são desportos praticados na ilha. E, na falta de praias, existem ao longo do litoral piscinas construídas por entre rochedos para um banho refrescante.

Uma ilha sempre em festa
Terceira, nos meses de Maio a Setembro, é um permanente festival de cor e tradições seculares, São as Festas do Espírito Santo com a cerimónia, repetida em todas as povoações, da coroação do "imperador" seguidas por bodos onde se come e bebe fartamente. As Festas Sanjoaninas, com o seu interessante cortejo etnográfico. E, sempre, as multidões entusiastas que acompanham as peripécias, tantas vezes humorísticas, da tourada à corda. Festa significa boa comida. Por isso tem fama a cozinha tradidonal, com o aroma exótico da alcatra, a morcela, as receitas de polvo. Os doces são muitos e bons. E a refeição não fica completa sem o vinho dos Biscoitos, de que um pitoresco museu recorda a longa crónica de agrado ao paladar.

Angra do Heroismo, cidade Património Mundial.
Exemplo primeiro do urbanismo europeu do séc. XVI em pleno Atlântico, Angra do Heroismo merece a classificação de património mundial. Pelas ruas que conservam a arquitectura de outros tempos. As igrejas, palácios, museus. As poderosas muralhas da fortaleza que defendeu a cidade e o porto dos ataques dos corsários.

Depois de apreciar o muito que há para ver em Angra do Heroismo importa conhecer o centro histórico da Praia da Vitória. A igreja gótica de São Sebastião, erguida pelos primeiros povoadores. As casas solarengas, igrejas e capelas de São Carlos, Fontinha, São Brás e Lajes. As obras primas de arquitectura popular dos "impérios" devotados ao culto do Espírito Santo.